TRÊS LAGOAS: Quadrilha troca tiros com Policia Militar quatro são mortos no confronto

abril 12, 20186:09 pm
Marlon é um dos mortos no confronto com a PM Foto: André Barbosa

Quatro homens morreram em um tiroteio com policiais militares de Três Lagoas, por volta de meio-dia desta quinta-feira (12), em ruas próximas ao presídio da cidade. A ação da PM impediu que a quadrilha atirasse drogas para dentro da cadeia – prática que tem se repetido nos últimos meses.

Os mortos identificados são Marlon Farias da Silva, de 17 anos, e os irmãos Matheus Batista Rodrigues, de 17, e Maicon Willian Rodrigues Guimarães, de 20. O último é conhecido por “Val”. Os nomes foram dados por parentes, na porta do Imol (Instituto Médico e Odontológico Legal).

Os feridos foram levados para o Hospital Auxiliadora. Não há informações de nomes nem o estado de saúde deles no momento do socorro.

De acordo com informações da PM, os suspeitos estavam armados com revólveres e fizeram disparos com a aproximação da viatura da Força Tática.

Em entrevista à imprensa na tarde desta quinta-feira (12), o major Ênio de Souza, comandante do 2º Batalhão de Polícia Militar, revelou que os quatro homens que disparam contra os policiais portavam revólveres calibres 38 e 32.

Feridos, eles foram levados ao Hospital Auxiliadora, mas não sobreviveram. A PM acredita que este armamento seria atirado pela muralha do Presídio de Segurança Média de Três Lagoas, assim como drogas.

Um deles, inclusive, aparenta ser adolescente. “Usavam armas comuns, de fácil acesso. A princípio, estavam a pé e quando foram surpreendidos, no momento da abordagem, resolveram enfrentar os policias, com tiros. Nenhum deles portavam documentos”, disse o major.

Os homens jovens flagrados tinham quatro revólveres de calibres 38 e 32. “A intensão pode ter sido de apenas jogar as armas e as drogas, mas como foram surpreendidos pelos policiais, resolveram enfrentar as equipes da força tática e a radiopatrulha da PM”, disse.

O major Ênio disse que estranhou a quantidade de envolvidos no tráfico de drogas no muro do presídio. “Esta situação já acompanhávamos há algum tempo, em volta do presídio. O que me estranhou foi a quantidade de envolvidos nesta situação. Geralmente são uma ou duas pessoas. Desta vez, haviam quatro. Tivemos a preocupação da superioridade numérica na ação policial, que é um a grande preocupação. Graças a técnica e ao princípio de segurança e o conhecimento policial, não houve ninguém do efetivo ferido na situação”, disse o major.

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