Senadora de MS cita axila peluda para pedir universidades cívico-militares

fevereiro 12, 202010:23 am
Vossa excelência está implantando escolas cívico-militares, eu gostaria de saber se é possível implementar um sistema igual dentro de universidades”, perguntou a parlamentar

A senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) defendeu nesta terça-feira (11) que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, extenda a política de escolas cívico-militares para as universidades públicas, com a intenção de “coibir atos culturais ou de protestos”.

“Como coibir atos culturais, entre aspas, ou de protestos em universidades federais ou outras quando qualquer atitude tomada pela administração da universidade é taxada de atentado a liberdade de expressão?”, questionou Thronicke, durante audiência pública com Weintraub na comissão de Educação do Senado, nesta manhã.

Em seguida, a senadora sugeriu a implementação do modelo utilizado no ensino básico para o ensino superior.“Vossa excelência está implantando escolas cívico-militares, eu gostaria de saber se é possível implementar um sistema igual dentro de universidades”, perguntou.

A senadora explicou que, atualmente, reitores e professores não podem se “insurgir” contra alguns tipos de comportamentos, já que a situação é vista por parte da sociedade como “um problema grave”.

Soraya contou que recebeu fotos de mulheres “seminuas” com a axila peluda em banheiros de universidade, classificando o ato como “tétrico”. Ela citou também pichações em salas de aula e afirmou que cenas como aquelas não se veem “nem debaixo da ponte”.

“Eu recebi dias atrás fotos dentro de banheiro de universidade federal de meninas seminuas tirando foto, minorais, fotos seminuas, uma coisa assim tétrica, e salas de aulas totalmente pichadas, parecia um lugar assim… olha, é triste, nem debaixo da ponte a gente vê lugares daquele nível”, contou.

De acordo com a senadora, as mulheres estavam mostrando os pelos como se fosse um protesto, o que não deveria ocorrer dentro de uma universidade federal.

“As axilas com pelos das mulheres… Elas estavam exaltando aquilo, como um protesto, como se ninguém deixasse elas não terem a depilação. Não sei o que acontece, mas isso não é coisa pra ser tratada dentro de universidade federal, mas se o reitor se insurge contra aquilo, se professores se insurgem contra aquilo é um problema grave”, analisou.

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