Segundo Pesquisa, mês de Junho fecha com deflação em Campo Grande

julho 6, 20177:21 pm
O grupo Habitação, que possui o maior peso de contribuição para o cálculo do índice, apresentou redução de -0,04%.

Transportes e Alimentação foram os principais grupos com quedas acentuadas,
segundo  o  Núcleo  de  Estudos  e Pesquisas Econômicas e Sociais da Uniderp
Em junho, o Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG) registrou
deflação e ficou em -0,15%, segundo o Núcleo de Estudos e Pesquisas
Econômicas e Sociais (Nepes) da Uniderp. No comparativo da série histórica
dos meses de junho, é a menor taxa desde 2011, quando atingiu – 0,19%. Em maio,
a inflação ficou em 0,10%.

 

De acordo com o coordenador do Nepes, Celso Correia de Souza, os principais
responsáveis pelo resultado do índice foram os grupos  Transportes  e
Alimentação,  que  encerram  o mês com quedas acentuadas nos preços dos
combustíveis e dos alimentos, respectivamente. Apenas os grupos Despesas
Pessoais e Vestuário registraram elevação em suas taxas em junho. “Nos
próximos meses, esperamos que a inflação continue em patamares bem baixos,
propiciando decréscimo dos juros e a retomada do crescimento econômico pelo
país”, analisa o pesquisador.

 

Acumulado

 

A inflação acumulada nos últimos 12 meses, na capital de Mato Grosso do Sul,
é de 3,19%,  índice  abaixo  do  centro  da  meta  estabelecida  pelo
Conselho  Monetário  Nacional  (CMN),  que é de 4,5%. No período, o maior
índice em relação aos grupos é do Vestuário, com 14,13%.  Segundo o
especialista, “está havendo uma recomposição de preços em relação ao ano
passado”.

 

No acumulado de 2017, ou seja, em seis meses, a inflação registrada foi de
1,29%, taxa ainda baixa quando comparada com anos anteriores.  A maior
inflação no período foi com Vestuário: 8,14%.
Os  10  “vilões”  da inflação,  em  junho,  foram:

 

Feijão, com inflação de 20,93% e contribuição de 0,08%;
Pescado fresco, com inflação de 13,56% e contribuição de 0,08%;
Batata, inflação de 22,52% e participação de 0,07%;
Sabonete, com variação de 10,41% e colaboração de 0,05%;
Pneu  fresco,  com  acréscimo de 3,18% e contribuição de 0,04%;
Calça comprida masculina, com aumento de 2,56% e participação de 0,03%;
Hidratante, com variação de 4,66% e colaboração de 0,02%;
Carne seca/charque, com acréscimo de 9,87% e contribuição de 0,02%;
Maçã com reajuste de 10,48% e participação de 0,02%;
Leite pasteurizado, com elevação de 1,31% e colaboração de  0,02%.
Já os 10 itens que auxiliaram a reter a inflação, com contribuições
negativas, foram:

Gasolina, com deflação de -2,82% e contribuição de -0,10;
Etanol, com redução de -2,91% e colaboração de -0,06%;
Alcatra, com diminuição de -4,22% e participação de -0,05%;
Arroz,  com  decréscimo  de  -4,36%  e  contribuição  de  -0,05%;
Laranja Pera, com baixa de -22,81% e colaboração de -0,05%;
Acém, com diminuição de -6,04% e participação de -0,05%;
Patinho, com redução de -9,33% e contribuição de -0,04%;
Contrafilé, com decréscimo de -5,36%e colaboração de -0,03%;
Costela, com queda de -4,64% e participação de -0,03%;
Sabão  em  pó,  com  baixa  de  -1,85%  e  contribuição  de -0,03%.
Segmentos

 

O grupo Habitação, que possui o maior peso de contribuição para o cálculo
do índice, apresentou redução de -0,04%. Os principais produtos com
elevação de valor foram: amaciante de roupas (3,13%), fósforos (3,09%), vela
(1,33%), entre outros. Quedas de preços ocorreram com: carvão (-3,22%),
lâmpada (-2,99%), desinfetante (-2,80%), entre outros.
Seguindo  o  comportamento  de  maio,  o grupo Alimentação apresentou queda e
fechou maio com índice -0,42%. As maiores altas de preços ocorreram com:
chuchu (34,61%), abobrinha (26,94%), batata (22,52%), entre outros com menores
aumentos. Fortes quedas de preços ocorreram com os seguintes produtos: laranja
pera (-22,81%), cenoura (-13,49%), cebola (-12,69%), entre outros.

 

O coordenador do Nepes esclarece que este grupo é o melhor termômetro para o
comportamento da inflação ao longo do ano, pois tem a segunda ponderação na
formação do índice inflacionário. “Com a melhora do clima no país,
vários dos produtos de alimentação têm diminuído de preços,
principalmente, os hortifrútis. Se a  tendência  continuar,  certamente  a
inflação  ficará  em  torno,  ou mesmo, abaixo da meta do CMN para o ano de
2017, de 4,5%”, expõe Celso Correia.

 

Queda de preços também foi constata com a carne vermelha, já que todos os 15
pesquisados pelo Nepes da Uniderp apresentaram reduções. São eles: coxão
mole (-10,81%); patinho (-9,33%); acém (-6,04%); contrafilé (-5,36%); lagarto
(-4,90%); costela      (-4,64%); alcatra (-4,22%); peito (-3,49%); paleta
(-3,36%); músculo (-2,78); picanha (-2,59%); vísceras de boi (-2,34%); filé
mignon (-1,54%); cupim (-1,28%); e fígado (-0,84%).

 

“O  cenário de quedas expressivas foi motivado pelo baixo consumo de carne em
nossa cidade e às dificuldades em exportar o produto devido a problemas
sanitários, problemas com frigoríficos de maiores portes do MS que não vêm
abatendo regularmente e o início da entressafra que se aproxima, e que promete
um clima com riscos de geadas e secas mais intensas, com redução de pastagem. Isso tudo fez com que a oferta de bois aos frigoríficos aumentasse e,
consequentemente, o valor da arroba do boi gordo baixasse antes da porteira
(para o pecuarista), com reflexos de baixa do produto no varejo,” explica o
professor Celso.

 

Quanto aos cortes de carne suína, a costeleta aumentou 1,74%. Quedas de preços
acentuadas ocorreram com pernil (-5,26%) e bisteca (-4,23%). Já, miúdos  de
frango  tiveram  elevação de 1,80% e o frango congelado redução de -0,91%.
Além da alimentação, o grupo Transporte apresentou queda de -1,05%, reflexo
de reduções do etanol (-2,91%), gasolina (-2,82%) e diesel (-0,56%). O grupo
Educação seguiu a mesma tendência, com índice negativo de -0,12%, devido a
pequenas reduções nos preços de produtos de papelaria.

 

O grupo Despesas Pessoais fechou com elevação de 0,89%. Alguns produtos deste
grupo que tiveram aumentos de preços foram: hidratante (4,66%), xampu (3,18%),
absorvente higiênico (1,59%), entre outros. Quedas de preços ocorreram com:
produto para  limpeza  de  pele  (-1,46%),  creme  dental  (-0,41%)  e  fio
dental  (-0,37%).

 

O grupo Saúde fechou com redução de -0,05%. Os principais aumentos de preços
foram constatados com: material para curativo (3,80%) e analgésico de
antitérmico (0,09%). Tiveram quedas os produtos antimicótico e parasiticida
(-1,67%) e anti-infeccioso e antibiótico (-1,01%).

 

Completando o estudo, o Vestuário encerrou o mês com índice de 0,40%, já que
não houve nenhuma queda de preços em produtos desse grupo. Peças como calça
comprida masculina (2,56%), sapato masculino (0,82%) e camisa masculina (0,21%)
foram os destaques em elevação de  valores.
IPC/CG

 

O Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG) é um indicador da
evolução do custo de vida das famílias dentro do padrão de vida e do
comportamento racional de consumo. O IPC busca medir o nível de variação dos
preços mensais do consumo de bens e serviços, a partir da comparação da
situação de consumo do mês atual em relação ao mês anterior, de famílias
com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos. A Uniderp divulga mensalmente o
IPC/CG via Nepes.

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