Projeto quer incentivar cultivo de hortas comunitárias em terrenos baldios de Campo Grande

junho 17, 20171:42 pm
O projeto também deve fortalecer o Cinturão Verde, suprindo a deficiência no abastecimento dos hortifrutigranjeiros em Campo Grande.

Tramita desde esta quarta-feira (14) na Câmara Municipal da Capital uma
proposta de lei que visa incentivar o cultivo de hortas e outras atividades
de agricultura urbana em terrenos baldios de Campo Grande, públicos ou
privados. O projeto é de autoria dos vereadores Ademir Santana (PDT) e
Professor João Rocha (PSDB) e quer, também, garantir a ocupação ordenada e
lucrativa dos espaços, conferindo-lhes uma destinação que beneficiará
diretamente a economia municipal.

De acordo com o texto, o cultivo será feito com mão de obra local, através
de gestão compartilhada com a iniciativa privada, associações de bairros e
entidades governamentais e não governamentais. Para os terrenos públicos, o
projeto prevê contrato de cessão e, em terrenos particulares, esses espaços
devem ser previamente cadastrados junto ao município. O programa, além de
gerar renda nos bairros da Capital, poderá incentivar a limpeza de terrenos
onde proliferam-se ratos, insetos e outros animais peçonhentos.

“O projeto de agricultura urbana tem vários motivos para acontecer, mas a
ideia surgiu mesmo porque a minha trajetória foi construída na periferia, e
sempre me chamaram a atenção as áreas públicas ociosas que têm servido de
depósito de lixo e foco de doenças, causadas, principalmente, por mosquitos
e animais peçonhentos. Dessa forma, além de resolver estes problemas, nós
vamos movimentar a economia do entorno das hortas, levar educação sobre boa
alimentação à comunidade e gerar empregos para muitas famílias”, destaca
Ademir Santana.

Para João Rocha, o projeto agrega em diferentes áreas. “Caso seja aprovado
e implementado pela Prefeitura, o programa de agricultura urbana vai
movimentar a economia campo-grandense, trazendo renda e paralelamente
levando mais segurança, saúde e educação para nossos bairros. Além disso, o
Poder Executivo poderá comprar parte dessa produção com desconto, gerando
economicidade nos gastos públicos”, afirma.

O projeto também deve fortalecer o Cinturão Verde, suprindo a deficiência
no abastecimento dos hortifrutigranjeiros em Campo Grande. Para a
implementação do programa, prevê a proposta, a Prefeitura deverá levar em
conta as diretrizes estabelecidas na Lei de Zoneamento, que dividiu a
cidade em sete zonas urbanas, e a Lei de Impacto de Vizinhança. O objetivo
é evitar a precarização da política de desenvolvimento e ocupação das áreas
centrais e periféricas da cidade.

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