Procon-MS fecha açougue que vendia carne podre para consumo em super-mercado no Jardim Itamaracá

janeiro 26, 20191:26 pm
No local tanto fiscais como os policiais puderam constatar a existência de elevado volume de carnes e embutidos, como linguiças, deteriorados – Fonte: Procon/MS

Irregularidades em grande  quantidade apresentadas pelo Supermercado Gauchão, localizado no Jardim Itamaracá, foram alvo de reclamação de consumidor e motivaram a fiscalização da Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor  Procon/MS, órgão vinculado à Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho Sedhast a se deslocar até o estabelecimento comercial contando com apoio  da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes contra as Relações de Consumo – Decon/MS.

No local tanto fiscais como os policiais puderam constatar a existência de elevado volume de  carnes e  embutidos, como linguiças, deteriorados e   sem condições de consumo, armazenadas em câmaras frias juntamente com carne recém chegada e  que seria  exposta nos balcões para comercialização ao publico. Em  conversa com empregados do mercado as equipes tomaram conhecimento de que os produtos, mesmo apresentando aspecto insalubre, ao invés de serem destinados  ao descarte seriam utilizados para a fabricação de linguiça.

Demonstrando total descaso com os prejuízos que o consumo  poderia causar às pessoas, os responsáveis pelo supermercado, tendo conhecimento da ausência de qualidade da carne e como forma de  evita que exalasse cheiro muito forte, a armazenava em uma solução de  água com vinagre para, posteriormente utilizá-la no fabrico de embutidos.  Devido aos problemas houve necessidade de interdição do açougue.

Ao verificar a falta de qualidade dos produtos, integrantes da Decon recolheram cerca de 20 quilos entre carne e linguiça para avaliação por peritos. Além disso, a Delegacia do Consumidor intimou o proprietário e um dos funcionários do supermercado  a comparecer à sua sede onde  prestaram esclarecimentos a respeito das irregularidades,  tendo sido formalizado Boletim de Ocorrência, responsabilizando-os.

Outras irregularidades

Não bastasse os problemas detectados com  as carnes,  também foram encontradas irregularidades no setor de frios e congelados. Como exemplo, aproximadamente 125 quilos de pescado, inteiros, nas espécies de pacu (28 quilos) e pintado (107 quilos) inteiros foram considerados impróprios para o consumo  uma vez que estavam armazenados de forma irregular, juntamente com polpas de frutas e legumes congelados.

Além disso foram encontrados  produtos vencidos como é o caso de iogurtes, flocos de milho e bolos, sem informações de procedência, nutricionais ou validade a exemplo de  mini panetones, mousse e bolos e, ainda, impróprios para o consumo devido a  armazenagem  de forma indevida entre eles, canjica branca, farinha de rosca e coxinha de frango.

Os problemas não param por aí. O responsável pelo mercado apresentou a documentação solicitada composta por alvará de funcionamento, licença da Vigilância Sanitária além  do certificado de vistoria do Corpo de Bombeiros, todos vencidos. O superintendente do Procon, Marcelo Salomão, afirma que “somente com  a colaboração do consumidor ao denunciar as irregularidades, o Procon Estadual pode  tomar providências de forma a evitar que comerciantes inescrupulosos prejudiquem as pessoas que necessitam adquirir, inclusive, gêneros de primeira necessidade”.

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