Procon Estadual de MS realizou cerca de 800 procedimentos entre orientações e atendimentos na Black Friday

novembro 30, 201911:59 am
Em meio ao tumulto que se tornou o atendimento na unidade das Lojas Americanas localizada na rua Marechal Rondon foi verificada a inexistência de atendimento preferencial. – Foto: PROCON -MS

Depois de um dia intenso  de trabalhos nas ruas centrais e  nos diversos shoppings de Campo Grande  o  resultado das intervenções da equipe da Superintendência para Orientação e Defesa do Consumido – Procon/MS, podem ser considerados  bastante positivos, principalmente pelo fato de terem sido poucas  as necessidades de intervenção e elaboração de autos.

O balanço final das atividades no dia D da Black Friday na Capital apresentam  números satisfatórios. Foram realizadas  530 orientações, 263 atendimentos, cinco fiscalizações e  duas autuações o que, para o volume de movimento registrado demonstra que a relação entre fornecedores e consumidores ocorreram  em consonância com a legislação de consumo.

Houve necessidade de fiscalização no Extra Hipermercado na rua Maracaju, Lojas Americanas  da rua Marechal Rondon,  loja da Claro na 14 de Julho, banco Santander na  rua Barão do Rio Branco e uma loja de roupas de pequeno porte na rua 14 de Julho. Desse total, houve necessidade de expedição de autos de infração apenas em relação ao Extra e às Lojas Americanas que apresentaram irregularidades de maior relevância.

Entre os problemas que chamaram mais a atenção vale ressaltar a ausência de produtos anunciados  em tabloide  “Black Friday Extra” com validade para os dias 28 e 29/11/2 019, o que configura publicidade enganosa e não cumprimento de oferta. Estavam anunciados  aguardente 51, vodka  sueca,  whisky escocês de várias marcas (ballantines,  Johnnie Walker,  Old Par e Chivas Regal), sabonetes diversos, fraldas descartáveis, uma marca de detergente em pó, amaciante de roupas, limpador multiuso e kis shampoo e condicionador diversos.

Foram detectadas, também, divergências de preços entre os expostos nas gondolas e os, efetivamente, praticados nos caixas a exemplo de tomate pelado anunciado por R$ 3,99 e  cobrado a R$ 4,99, cogumelo shitake anunciado por R$ 18,90 e cobrado R$ 22,79 e, ainda,  alimento soja com preço  de R$ 5,30 na gondola e  R$ 6,79 no caixa.

Ainda no Extra  foram encontrados produtos com validade  expirada tais como cervejas, patê de atum,  purê de batata e biscoitos  e, sem qualquer informação essencial como determina a legislação que rege a relação de consumo estavam queijo tipo ricota,  iogurte e  “bifinho”. Todos os itens impróprios para o consumo foram inutilizados de modo a não poderem voltar a ser expostos e  descartados na presença da fiscalização.

Americanas

Em meio ao tumulto que se tornou o atendimento na unidade das Lojas Americanas localizada na rua Marechal Rondon foi  verificada a inexistência de atendimento preferencial de  acordo com o que determina a legislação,  sendo os consumidores chamado de forma aleatória para  pagar os produtos adquiridos. Registrada, também, a formação de filas “intermináveis” numa demonstração da precariedade e  quantidade  deficiente de caixas  para recebimento dos valores pelas pessoas que adquiriram os produtos.

Outra irregularidade  registrada dificultando ainda mais a vida das pessoas, foi o caso de falta de funcionamento de todos os totens para  verificação de preços. Em relação a Americanas, ressalta-se que a ação se deu  em atendimento à determinação “por oficio” do superintendente do Procon Estadual Marcelo Salomão que, ao passar pelo estabelecimento noto a dificuldade  enfrentada, notadamente pelos idosos ao efetuarem suas compras.

Para o superintendente do Procon Estadual, Marcelo Salomão,  “o resultado demonstra conscientização dos fornecedores que,  de maneira geral prestaram bom atendimento  concorrendo para a satisfação dos consumidores”.

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