Noticiário de tv do Paraguai, aponta suspeito de executar policial em Ponta Porã

março 22, 201812:23 pm
Sérgio de Arruda Quintiliano Neto, o ‘Minotauro’

Foragido e procurado da justiça brasileira, um jornal exibido pela televisão paraguaia noticiou ontem (21), que o traficante Sérgio de Arruda Quintiliano Neto, o ‘Minotauro’, é suspeito de envolvimento na morte do policial civil, Wescley Vasconcelos, no último dia 6, em Ponta Porã.

Conforme a publicação, ele também estaria envolvido na execução do narcotraficante, Jorge Rafaat, em junho de 2016 na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero.

A polícia brasileira procura por Sérgio desde 2012, segundo a TV.

Ele é acusado de praticar crimes em solo brasileiro como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e participação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), em Pedro Juan Caballero.

Investigações da polícia paraguaia e brasileira descobriram que a identidade usada pelo procurado era Celso Matos Espíndola; segundo a reportagem da televisão, o documento foi emitido em 2017.

Esse teria sido o motivo que levou a morte do policial civil. O assassinato teria ocorrido depois que o investigador descobriu que ‘Minotauro’ se escondia no Paraguai e usava outro nome.

Em relação à morte de Jorge Rafaat, o que pode ter motivado o crime é a disputa pelo domínio do tráfico de drogas na fronteira seca entre Ponta Porã, Pedro Juan Caballero e Capitán Bado.

Vereador paraguaio 

Minotauro também é acusado de mandar matar o vereador Cristóbal Machado Vera, de Capitán Bado. Envolvido com o tráfico de drogas, o vereador foi executado no dia 9 deste mês pelo pistoleiro Carlos Armoa Escobar, 27.

Após perder uma carga de maconha comprada do vereador, Minotauro teria tentado receber o dinheiro de volta, mas Cristóbal se negou a ressarcir o comprador. O brasileiro acusou Cristóbal de lhe vender a droga e avisar a Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) sobre a carga.

Por R$ 50 mil, o brasileiro teria contratado Marcio Ariel Sánchez Giménez, 29, o “Aguacate”, chefe da pistolagem na fronteira, que repassou o serviço para Escobar, por R$ 10 mil. Logo após ser preso, Escobar acusou Aguacate como contratante, mas depois mudou o depoimento e diz que foi contratado pelo traficante paulista.

Para tentar prender Minotauro, a Direção de Investigações da Polícia Nacional montou uma força-tarefa que está fazendo buscas em Pedro Juan Caballero. Entretanto, o bandido é considerado um fantasma, já que desapareceu após a morte do policial.

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