Manifestação contra a reforma da Previdência bloqueia Avenida Paulista

março 15, 20178:20 pm
Manifestação contra a reforma da Previdência do governo interdita os dois sentidos da Avenida Paulista, em São Paulo

Manifestantes interditaram totalmente os dois sentidos da Avenida Paulista, na altura do Museu de Arte de São Paulo (Masp), desde as 15h desta quarta-feira (15). A manifestação ocorre em meio a uma série de protestos pelo País contra a reforma da Previdência e conta com integrantes de diversos movimentos sociais, sindicais e trabalhadores que criticam as medidas propostas pelo governo federal. De acordo com os organizadores, cerca de 250 mil manifestantes estão no local – a polícia militar ainda não divulgou a estimativa oficial.

Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a manisfestação  chegou a bloquear os dois sentidos da Rua Consolação, por volta das 17h20, mas foi liberada às 19h. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou no início da noite para participar do ato.

O coordenador da Central de Movimentos Populares (CMP), Raimundo Bonfim, disse que a reforma da Previdência é uma ameaça concreta neste momento, uma vez que o governo federal já encaminhou o texto para o Congresso Nacional. Ele aponta ainda que o ato é contra a terceirização dos trabalhadores e a reforma trabalhista.

“A população está fazendo as contas: falta cinco anos para se aposentar, aí [com a reforma] vai faltar mais cinco. Então, tem uma coisa muito objetiva. Independentemente de questões partidárias ou de visões de esquerda e de direita, se trata de um direito à questão da aposentadoria, é uma coisa quase universal”, disse Bonfim, que também é integrante da Frente Brasil Popular.

Para ele, a oposição à reforma não é uma bandeira somente de centrais sindicais e movimentos sociais, mas de grande parte da população.

Veja vídeo dos manifestantes:

Na avaliação dele, esta quarta-feira será um dia decisivo, um marco na história da luta dos trabalhadores e dos movimentos sociais. “Se não colocarmos hoje um fim nessa proposta [da reforma], pelo menos vamos iniciar uma grande jornada no Brasil, que extrapola os movimentos sociais, para barrar esse retrocesso todo”, disse.

Na avaliação dele, esta quarta-feira será um dia decisivo, um marco na história da luta dos trabalhadores e dos movimentos sociais. “Se não colocarmos hoje um fim nessa proposta [da reforma], pelo menos vamos iniciar uma grande jornada no Brasil, que extrapola os movimentos sociais, para barrar esse retrocesso todo”, disse.

Protestos pela capital

Outros pontos da cidade, como a Praça da República e a sede da prefeitura, também foram palco de protestos nesta quarta-feira (15), liderados por professores da rede pública. Agora a tarde, o Sindicato dos Químicos de São Paulo fizeram uma manifestação na Ponte do Socorro, região de Santo Amaro, o trânsito está carregado na região.

 

 

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