Justiça condena sargento da PM/MS por facilitar contrabando de cigarros do Paraguai

dezembro 17, 20188:07 pm
Acusado foi preso no dia 17 de maio deste ano, durante a operação Oiketicus e responde pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e integrar grupo criminoso. – Foto: Fernando Antunes

Além de perder a função pública, foi condenado a pena de 18 anos, 10 meses e 11 dias de prisão, em regime fechado, o 2° sargento da Polícia Militar (PM) Ricardo Campos Figueiredo. A audiência ocorreu na tarde desta segunda-feira (17), em Campo Grande.

O acusado foi preso no dia 17 de maio deste ano, durante a operação Oiketicus, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial em Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). Na ocasião, 21 militares foram apontados no envolvimento ao crime de facilitação de contrabando de cigarros em troca de propina.

Investigado pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e organização criminosa, Ricardo também teria obstruído a Justiça, durante cumprimento de mandado de busca e apreensão de celulares, na casa dele. Quando a polícia chegou, o sargento se trancou no banheiro para destruir os aparelhos que possuía.

Durante o julgamento, o Ministério Público Estadual (MPE-MS) afirmou que o acusado usava deste poder para se esquivar de punições. Ainda conforme a investigação, o sargento movimentava o recebimento de propina com a conta do filho, para ocultar bens.

Ricardo agora permanece preso, em regime fechado, no Presídio Militar.

Outras condenações

No dia 6 de dezembro deste ano, a Justiça condenou sete policiais militares de Mato Grosso do Sul, pelos crimes de organização criminosa e corrupção passiva. Segundo o Gaeco, eles e outros policiais facilitavam a entrada no país de cigarro contrabandeado.

Foram condenados a 11 anos e 4 meses de prisão: Élvio Barbosa Romeiro, Valdson Gomes de Pinho, Ivan Edemilson Cabanhe, Lisberto Sebastião de Lima e Erick dos Santos Ossuna. Já Jhondnei Aguilera e Angelúcio Recalde Paniagua pegaram 12 anos e três meses de prisão. O policial Nazário da Silva foi absolvido.

Máfia do Cigarro

Os policiais julgados e outros 40 foram presos na operação Oiketicus, que teve ações em maio, setembro e novembro deste ano. Conforme o Gaeco, praças e oficiais da Polícia Militar facilitavam a entrada de cigarros contrabandeados em troca de propina.

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