Ex presidente da CBF Ricardo Teixeira é banido do futebol e recebe multa de R$ 4,2 milhões

novembro 30, 201912:18 pm
Ainda de acordo com a entidade, quando deixou a CBF, em 2012, Ricardo Teixeira recebia US$ 600 mil (cerca de R$ 2,4 milhões em valores atuais)

A Fifa anunciou nesta sexta-feira (29) que o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira está banido pelo resto da vida de qualquer atividade ligada ao futebol. Ele também foi multado em 1 milhão de francos suíços (R$ 4,25 milhões).

A decisão foi tomada pelo comitê de ética da entidade. Teixeira comandou a CBF de 1989 a 2012. Ele também foi integrante do comitê executivo da Conmebol (Confederação Sul-Americana) e da própria Fifa.

A investigação contra o brasileiro se refere a esquemas de corrupção e pagamentos de propinas em contratos de televisionamento para torneios da CBF, Conmebol e Concacaf (Confederação da América do Norte, Central e do Caribe).

Outros dirigentes já receberam banimentos da Fifa, como Michel Platini, ex-presidente da Uefa, e Joseph Blatter, ex-presidente da Fifa, mas com penas mais brandas: ambos receberam seis anos de afastamento de qualquer atividade relacionada ao futebol.

Trata-se de uma resposta da entidade máxima do esporte aos processos abertos pelo FBI nos Estados Unidos contra seus dirigentes. O sucessor de Teixeira na CBF, José Maria Marin, está preso na Pensilvânia, condenado por corrupção.

O comitê de ética chegou à conclusão de que Teixeira feriu o código de conduta da associação. Ele não poderá mais estar envolvido em qualquer aspecto do futebol profissional, seja esportivo ou administrativo.

O relatório da Fifa não cita nomes de testemunhas ou empresas que pagaram suborno. Um dos depoimentos diz que Ricardo Teixeira tinha instruções “pouco usuais e estranhas” para receber as propinas.Segundo a testemunha, o dirigente pedia que o dinheiro fosse depositado “em destinos como o Oriente Médio, na Ásia, em Andorra e sempre em benefício de pessoas que tinham nomes muito comuns em chinês ou em regiões em que era impossível saber quem era realmente [o beneficiário]”.

“Nós tivemos muitos problemas com bancos que não queriam mandar dinheiro de tempos em tempos para destinos exóticos”, afirmou a testemunha.Ainda de acordo com a entidade, quando deixou a CBF, em 2012, Ricardo Teixeira recebia US$ 600 mil (cerca de R$ 2,4 milhões em valores atuais) por ano pelo contrato de televisionamento da Copa Libertadores.

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