Chineses de Wuhan, berço do coronavírus, retomam suas atividades

março 24, 202012:59 pm
Pandemia do novo coronavírus teve início na região

Os 11 milhões de habitantes da cidade chinesa de Wuhan, onde o novo coronavírus surgiu em dezembro passado, estão sendo autorizados a voltar a suas atividades. O transporte público foi retomado nesta semana, após dois meses de confinamento e paralisação da circulação de pessoas. A vizinha  Coreia do Sul, que chegou a ser o segundo país mais afetado, registrou nesta segunda-feira, 23, o número mais baixo de novas infecções por Covid-19 desde que a doença ganhou força há quatro semanas.

As restrições em Wuhan foram levantadas depois que o Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira, 23, que nenhum novo caso de contaminação local foi registrado pelo quinto dia consecutivo na metrópole. No entanto, 39 casos importados foram relatados em toda a China.

Os moradores de Wuhan que estão em bom estado de saúde vão poder se deslocar dentro da cidade e tomar ônibus ou metrô depois de apresentar sua carteira de identidade, explicaram as autoridades. Também vão poder retornar aos seus locais de trabalho se tiverem uma licença emitida pelo empregador. Os que apresentarem atestado médico de que não foram contaminados poderão ser autorizados a viajar de Wuhan para outras partes da província de Hubei.

A disseminação do coronavírus nessa metrópole levou o governo central da China a decretar uma quarentena em toda a cidade em 23 de janeiro. Quase todas as outras cidades de Hubei, cuja capital é Wuhan,  aplicaram as mesmas medidas.

Até agora, a população estava proibida de sair dos limites do município de residência. Embora o Ministério da Saúde chinês tenha anunciado nesta segunda outras nove mortes adicionais na China – todas em Wuhan -, o número de contaminações caiu muito claramente nas últimas semanas.

Com um total de 81.093 casos e 3.270 mortes registradas oficialmente, a China é hoje o segundo país do mundo com mais mortes, depois da Itália.

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