Avião pilotado por ex-senador boliviano exilado cai próximo a Brasília

agosto 12, 20179:11 pm
Molina sofreu diversas fraturas e foi encaminhado ao Hospital de Base em estado grave. (foto: Bombeiros/DF)

O ex-senador boliviano Roger Pinto Molina, de 58 anos, que pilotava um avião que caiu em Luziânia, no GO, neste sábado (12) deu entrada no centro de trauma do Hospital de Base de Brasília em estado grave. Segundo o Corpo de Bombeiros do DF, ele está com traumatismo craniano, trauma de face e de abdômen e sofreu parada cardiorrespiratória.

O acidente foi logo após a decolagem no Aeroclube de Luziânia, cidade do Entorno do Distrito Federal. Segundo o Corpo de Bombeiros de Goiás, Molina tinha várias lesões pelo corpo, mas estava consciente no momento do atendimento. Ele veio para Brasília transportado de helicóptero.

Os bombeiros informaram ainda que o avião caiu na cabeceira da pista logo após a decolagem. Não houve explosão após a batida com o solo. “Ele foi estabilizado por equipes dos bombeiros e do Samu e levado em seguida para o hospital. Ele apresentava politraumatismo, mas seu quadro era estável”, disse o major dos bombeiros Juliano Borges.

A história do político ficou conhecido em 2013, quando ele buscou asilo político alegando perseguição política do então presidente Evo Morales.

De acordo com a Força Aérea Brasileira, uma equipe do Serviço de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa) foi deslocada para o local para fazer a coleta de dados para a investigação que irá explicar a queda do avião.

Chapecoense

Roger Pinto Molina sogro de Miguel Quiroga, piloto do avião que caiu com a delegação da Chapecoense, em novembro do ano passado, na região de Medellín, na Colômbia

Quiroga era casado com Daniela Quiroga, filha de Molina, e tinha três filhos, o mais novo de apenas quatro meses. Ele também era o proprietário da empresa LaMia, que recentemente também havia feito um voo da seleção argentina para enfrentar o Brasil, em Belo Horizonte.

Na época, o ex-senador chegou a pedir perdão às famílias das vítimas do acidente.

“Queremos dizer para os milhões de brasileiros, especificamente para os familiares, filhos, pais e irmãos de Chapecó que sentimos muito. A palavra desculpa não resolve nada. Mas, queremos pedir perdão se foi um acidente que poderia ser evitado ou não. A capacidade e a vontade do nosso filho não está em questão, as investigações vão estabelecer o grau de responsabilidade”, disse.

COMPARTILHAR:

Comentários