Atentado que matou criança seria vingança a massacre em boate na fronteira

outubro 28, 20177:51 pm
Willian Gimenez Bernal que se matou ao ver filho morto

O atentado que matou menino de cinco anos em Assunção, na quarta-feira (25) teria sido causado por vingança ao massacre na boate After Office, em Pedro Juan Caballero, fronteira com o Brasil através de Ponta Porã no dia 24 de julho.

Após a morte da criança, o pai dela, William Gímenez Bernal, que seria funcionário do narcotraficante Jarvis Pavão, acabou se matando. Conforme o periódico, ele teria ordenado o ataque à casa noturna. As informações são do jornal paraguaio ABC Color.

Willian Gimenez Bernal, 28 anos, funcionário do narcotraficante brasileiro Jarvis Gimenes Pavão, atirou na própria cabeça ao ver o filho de cinco anos morto a tiros de fuzil no atentado ocorrido na última quarta-feira, dia 25 de outubro, em Assunção, capital do Paraguai.  A versão foi contada pelo segurança e primo dele, Willer Fidelino Lescano Gimenez, 25 anos, ferido pelos tiros disparados pelos pistoleiros.

A polícia também acredita em suicídio e diz que encontrou um boné, que estaria sendo usado por Willian, com uma perfuração de tiro. O homem também tinha queimaduras na cabeça, indicando um disparo feito a curta distância.

Morador em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha de Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, Willian estava hospedado em uma casa no bairro Madame Lynch, na capital paraguaia. Ele visitava Jarvis Pavão frequentemente na prisão.

A polícia diz que Willian trabalhava para o narcotraficante. Já a advogada de Pavão, Laura Casuso, afirma que o motivo das visitas era a ligação de parentesco entre os dois, já que Willian era pai da filha de uma prima de Jarvis Pavão.

Imagem de atentado em boate em Pedro Juan Caballero

 

Suicídio

Willer contou que os três chegavam à residência em uma caminhonete Toyota Fortuner cinza. Bernal dirigia a caminhonete, Willer estava no banco do carona e o garoto, Gabriel Gimenez González, no banco de trás. Enquanto esperavam o brasileiro Heber Luiz de Figuereido Souto, que estava na casa, abrir o portão, os pistoleiros em uma Toyota Hilux bordô se aproximaram e fuzilaram a Fortuner.

Willian acelerou e entrou em outra rua. Nesse momento teria visto o filho morto no banco de trás. Desesperado, pegou sua pistola Glock calibre 9 milímetros e atirou na própria cabeça. O chefe do Departamento de Criminologia, comissário-chefe César Silguero, confirmou ontem à noite à rádio ABC Cardinal, que o boné com uma perfuração do lado esquerdo foi encontrado na caminhonete e que aparentemente ocorreu mesmo o suicídio.

Willer e Heber Souto, os dois sobreviventes do ataque, continuam detidos em Assunção. A promotora que acompanha o caso, Ariela Chaparro, recebeu apoio do promotor Hugo Volpe, que chefia a força-tarefa do Paraguai contra o narcotráfico.

Supostos autores do atentado em Assunção

Atentado em boate

O crime violento registrado em Pedro Juan ocorreu na madrugada do dia 24 de julho, uma segunda-feira e além dos quatro mortos, outras 11 pessoas acabaram feridas no ataque.

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